Reconectando o Coração de Gaia

É maravilhoso sentir a perfeição da vida em seu estado natural e compreender quão simples tudo se torna quando nos entregamos e aceitamos que o importante é sempre o coletivo e o Bem Maior.

Acabo de voltar de uma viagem mágica pelo Peru e sinto que essa aventura precisa ser compartilhada.

Minha conexão com o país e com Gaia ficou bem forte quando em novembro de 2012, o dia 1º, recebi da Mãe Terra uma pedra muito especial no santuario de Machu Picchu.

Pedra Machu Picchu Conrado Lopez

Você pode ler mais sobre como encontrei a pedra fazendo click na foto de embaixo ou no link: https://projetoadamkadmon.wordpress.com/2013/11/02/1258/

Pedra Machu Picchu Conrado López

Dois anos mais tarde, o dia 1 de novembro de 2014 e seguindo o chamado de “voltar para casa” me encontrava no Vale Sagrado do Peru, realizando uma cerimônia de San Pedro. Foi ali que conheci Juan Carlos, um xamã da nação shipibo, original da selva amazônica e responsável de preservar as tradições dos seus ancestrais.

Após o encontro com Juan Carlos e as orientações dos guardiões de Machu Picchu, decidi organizar uma viagem ao local com uma proposta interessante: “Reconectando o Coração de Gaia”.

Reconheço que parecia muita pretensão para um simples mortal como eu formar um grupo de 21 pessoas com a finalidade de reconectar o Coração de um ser tão grande como Gaia. Mas essas foram as orientações e eu simplesmente aceitei sem saber o que seria feito naquela aventura.

Passaram-se os meses e durante a organização da viagem chegamos a ter até 27 inscritos, mas somente 2 dias antes da partida tivemos o número exato de participantes. Como não podia deixar de ser, o nosso grupo estava formando de 21 pessoas.

Embarcamos em 12 de setembro de 2015 e, no dia 13, já estávamos no Vale Sagrado aproveitando o portal energético que estava se abrindo diante de nós com o eclipse solar. Sua energia nos guiaria durante nossa jornada por terras Inkas, trazendo-nos de volta às nossas respectivas casas para desfrutar com nossas famílias do fechamento do portal durante o eclipse de lua, no dia 27 de setembro.

No decorrer da viagem o grupo foi sintonizado-se com os Elementos e as diferentes energias dos Três Mundos da cosmovisão andina, recebendo curas e conexões multidimensionais. Isso aconteceu tanto individualmente como em grupo e até mesmo no nível planetário, já que em muitos dos trabalhos foi mostrado aos participantes do grupo, como as Hierarquias de Luz utilizavam a energia ancorada pelo grupo para encaminhar seres desencarnados e liberar as energias densas do corpo emocional de Gaia.

Depois de 10 dias de mágicos e intensos trabalhos, já estávamos prontos para realizar uma cerimônia muito especial no santuário de Machu Picchu durante o equinócio do dia 23.

Confesso que não sabia o que seria feito nesta cerimônia. A única informação que estava confirmada pelos guardiões da viagem era que precisava-mos estar em Machu Picchu os membros do grupo, o xamã Juan Carlos, eu e a pedra recebida. Somente o dia 22 obtive as orientações exatas do que deveria ser feito e o autêntico motivo da viagem.

A expansão de consciência que experimente através da Mãe Ayahuasca me ajudou, na noite do dia 22, a compreender uma das missões e compromissos que tinha firmado com Gaia quando recebi a pedra de Machu Picchu.

Por pouco menos de três anos fui o portador de uma pedra sagrada, facilitando que diferentes códigos de luz fossem ancorados e espalhados pelos cinco continentes, enquanto entrava em contato com os locais sagrados e as culturas ancestrais em mais de 20 países.

Me chocava o fato de que, apesar da carga emocional que o povo peruano vivia em relação aos espanhóis, tivesse sido um espanhol o escolhido por Gaia para cumprir essa missão. Mas depois compreendi que não poderia ter sido de outro jeito.

Durante a expansão de consciência me foi mostrada a importância de ter conectado aquela pedra com a memória e sabedoria ancestral dos cinco continentes bem como a relevância de devolver aos povos indígenas a dignidade roubada pelo “homem civilizado” de outros tempos.

Foi assim que, em 23 de setembro, após superar várias dificuldades que pretendiam atrapalhar a cerimônia, conseguimos encontrar o local exato e -amparados pelos ancestrais e Apus de Machu Picchu e pelas presenças da Mestra Ascensionada Rowena e Maria Madalena, enchendo de amor incondicional a cerimônia- aconteceu um ato de humildade e reconciliação.

A pedra encontrada em Machu Picchu por um espanhol o dia 1 de novembro de 2012 foi entregue para o representante dos ancestrais daquela terra através do xamã Juan Carlos. Ele foi o escolhido pelos avós inkas que me fizeram entender isso quando nos aproximaram no dia 1 de novembro de 2014, exatamente dois anos após ter recebido a pedra. As sincronicidades falam tudo!

Entrega Pedra de Machu Picchu - Conrado López - Juan Carlos

Sinto com todo meu coração que através deste simple ato de humildade e humanidade, foram plantadas as sementes que se nutrirão com as energias do equinócio e os eclipses de setembro, facilitando o cumplimento de nossa missão, pois pelo perdão e a reconciliação podemos conseguir a perfeita reconexão com o Coração, e isso também inclui Gaia. Não foi a toa que a cerimônia aconteceu em Machu Picchu, um dos locais sagrados do Planeta onde o ser humano pode sentir e experimentar a energia amorosa do Coração de Gaia.

Tenho que reconhecer que pessoalmente, esta experiência foi um grande aprendizado. Pelos anos em que esteve comigo, a pedra significava muito para mim: era meu talismã, a confirmação de que estava conectado com Gaia e com o Criador. Tinha mais valor do que qualquer bem material e, de repente me falam que preciso entregá-la para outra pessoa.Você já pensou o que isso significa?

É interessante observar o apego pois isso nos ajuda a ver que tipo de pensamentos e atitudes chegam a condicionar nossos atos. Passei o dia anterior ao equinócio especulando sobre qual seria a minha escolha e quase sempre terminava escolhendo a melhor opção, que ajuda ao Bem Maior do coletivo.

De nada adianta eu ser bem sucedido, ter conforto e felicidade enquanto a Terra está em desequilíbrio e carente. Todos nós, seres humanos, mais cedo ou mais tarde deixaremos o planeta e a única coisa que realmente importa é o bem do próprio Planeta e da humanidade que nela habita. Por isso foi simples entender que precisava me desprender de um dos bens mais preciosos e entregá-lo a outro ser humano para que esse ato simples e sagrado fizesse a grande diferença para todos.

O Planeta está mudando e todos nós estamos intervindo nessas mudanças. Cada atitude, pensamento e/ou palavra faz uma grande diferença, você sabe disso!

Na cerimônia de Machu Picchu durante o equinócio de setembro, o grupo sentiu como às mágoas e feridas dentre conquistadores e indígenas foram transmutadas e substituídas por entendimento, aceitação, perdão e muito amor. Liberando as memórias das terras do Peru e possivelmente nos cinco continentes.

Seguindo com as sincronicidades da vida e do universo, eu tinha programado uma viagem a Israel com a família Kryon e o dia 27 de setembro saí de São Paulo rumo a Tel Aviv. O avião fez escala e pousou no aeroporto de Madri no mesmo instante em que o eclipse total de lua estava acontecendo no céu do território espanhol. Mais uma confirmação que o trabalho de limpeza de memórias, perdão e reconciliação começado em Peru foi integrado e finalizado na Espanha com o fechamento do ciclo energético dos dois eclipses.

Aeroporto Madrid Eclipse Lua

Gratidão a Gaia e ao Criador por ter me escolhido para essa missão.

Gratidão a Gaia por sentir-me amparado e acolhido pela sua presença a cada momento.

Gratidão a Juan Carlos por mostrar-me a humildade e simplicidade da alma indígena encarnada num corpo humano conectado e enraizado na Terra.

Gratidão ao grupo que aceitou o convite e fez possível essa reconciliação com o Perdão e o Amor Incondicional.

Gratidão a mim mesmo, por me surpreender a cada dia com a nobreza da minha Alma.

Gratidão a Wirachoca, por guiar nossos passos e reconhecer o Inka que cada um de nós é.

Gratidão pelas novas missões que estão chegando…

Com total humildade, sinceridade e honra eu me abro e entrego ao Plano Divino e aceito tudo o que seja sempre para o Bem Maior.

Conrado López

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